sábado, 4 de outubro de 2008

Tramas e Temores

Coisas do passado nem quero lembrar, pois eu acredito no seu olhar misterioso, oculto e tenebroso, e será que o mundo insiste em calar a sua boca suja com esse batom negro em que eu me nego de beijar, mas pensando bem o vento traz o que eu não quero enxergar e assim vou tentar revirar o que já esta revirado esperando com uma taça de vinho ou com o desejo de reinventar. Fui pisando na areia movediça e afundando a minha alma e deixando o meu medo escapar pela minha boca, pois o sangue ainda esta trancado na minha garganta e esperando que eu zele o seu sonho e você sem suas asas para poder voar o mundo afora, e agora peço o seu perdão e vontade de juntar esse anjo caído no chão e uma de suas mãos apunhalada com um prego de ouro e as flores cercadas com o seu perfume, e suas cicatrizes fechadas e você sem poder voltar por essas pontes com pregos e agora eu vôo na direção em que a minha vida me leva e insisto de poder voltar de onde eu vim sem poder encostar os meus pés nesse chão de fogo e assim, o desejo de encontrar o castelo dos gigantes mortos e seu olhar continuando a me perturbar e tentando me derrubar desse penhasco e sem enxergar o início de tudo e por que você me acordou dizendo que não foi nada e saiu voando rumo ao sol e onde andavas com sua espada cheia de sangue em que foi apunhalada em um peito covarde, e sua indignação pelo mundo esta cada vez mais desgastada sem poder continuar escrevendo a sua poesia de um medo da solidão sem ter a capacidade de derrotar um sol negro, e seus pulsos cortados junto com as sombras em que a chuva escorre pelo meu corpo e ainda acho que a vida nos prega peças dramáticas sem ter o domínio de abrir um sorriso e acreditando em um horizonte, verdade eu achava que a sua alma fosse minha e assim tentando descer por essas escadas da vida sem tropeçar nas pedras em que foram atiradas em um ser.
Dizem que é impossível mudar o mundo, ah cale essa boca, se um medo arruinar a sua vida, o seu desespero de não poder voar é maior que a sua solidão, e por que o seu corpo esta marcado com essas cicatrizes, por que você não esta andando por ai perseguindo sombras e deixando que se afunde nesta lama, e assim cobrindo os olhos e não poder respirar este ar que nos sufoca, me diz como poder te ver sem cair nas armadilhas, e assim deixando um suspiro no ar e seu castelo a desabar sobre mim.
E esse seu medo de fazer tudo acontecer do dia para a noite é estranho, diz que é mentira sua e me de a sua mão, e saímos a procurar um lugar melhor, se bem que os nossos corpos estarão cansados, e descarto essa sua melancolia e sempre achando que é o ultimo, e pensando que o mundo faz mal a sua vida, por isso a largo ai dentro desse labirinto de espinhos e sem saber o caminho a seguir e fazendo teatro dramático, e seu olhar continuando sendo misterioso, oculto e tenebroso.