quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pregos,cruzes e um saco de moedas

O pulso afasta os pontose deixa respirar cicatrizes sempre abertas.Mantidas abaixo do desprezo ao acasoe desculpas semi aceitas...E eu estive (de quando o sol não nasceu pra mim)deixando a chuva escorrer (de quando o sol não nasceu pra mim)pelas feridas (de quando o sol não nasceu pra mim) ,(pra jamais esquecer )E assim que fomos um,teus olhos diziam:"dorme, que por ti eu zelo"...Me diz o que fazeragora que ardes qual escárniode sonhos sem crença(e não mais olhar por mim...)E eu não penso (e não mais olhar por mim...)em te dizer adeus (e não mais olhar por mim...)mas não consigo (e não mais olhar por mim...)ficar aqui...correndo entre gigantes mortosem castelos no céu.correndo entre gigantes mortosem castelos no céu.Os moinhos não maisdançam teus beijose eu me sinto tãoalheio a teus erros...Mediz onde estava você, quando olhei pra trásE as nuvens de pragas devoravam a minha sombra?Me diz como podes esperar refugo em meu larse os cortes em meu rosto ainda sangram com teu gosto?correndo entre gigantesmortosem castelos no céu.correndo entre gigantesmortosem castelos no céu.correndo entre gigantes mortosem castelos no céu.

terça-feira, 25 de novembro de 2008


A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

domingo, 9 de novembro de 2008

Dias Esquecidos


Cansado de esperar, sentou-se e cruzou as pernas magras e acendeu seu cigarro e sua mão foi em direção a sua boca seca, do seu lado um senhor segurando um guarda- chuva surrado de tanto ser apedrejado por gotas de agua. Seu olhar era quase inesperável, seguia em direção aos passáros em seguida seus cabelos encaracolados, esvoaçavam em um vento mudo.

Era de se esperar que aquele dia fosse o último, levantou-se do banco de madeira rígida e guiou-se com seus passos semicurtos quase não tocando no chão, parecia pisar em ovos.

Na velha rua onde vivera durante sua infância descobriu que tudo o que tinha, ali já não existia mais como as ruas por onde descia ladeira a baixo com seu carrinho de madeira.

Pensava em seus amigos, que hoje já não se sabe se existe maise asssim caminhando e lembrando de sua extinta vida que não volta mais.