domingo, 9 de novembro de 2008

Dias Esquecidos


Cansado de esperar, sentou-se e cruzou as pernas magras e acendeu seu cigarro e sua mão foi em direção a sua boca seca, do seu lado um senhor segurando um guarda- chuva surrado de tanto ser apedrejado por gotas de agua. Seu olhar era quase inesperável, seguia em direção aos passáros em seguida seus cabelos encaracolados, esvoaçavam em um vento mudo.

Era de se esperar que aquele dia fosse o último, levantou-se do banco de madeira rígida e guiou-se com seus passos semicurtos quase não tocando no chão, parecia pisar em ovos.

Na velha rua onde vivera durante sua infância descobriu que tudo o que tinha, ali já não existia mais como as ruas por onde descia ladeira a baixo com seu carrinho de madeira.

Pensava em seus amigos, que hoje já não se sabe se existe maise asssim caminhando e lembrando de sua extinta vida que não volta mais.

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