sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cigarras Suicidas


Andando pela rua á tarde, me deparei com uma cigarra cantando, me veio em meu ouvido aquele grito de 120 decibéis (muito alto). Até que é bom ouvir o grito, apesar de ao mesmo tempo ser chato.
Depois de um certo espaço de tempo, ela parou de cantarolar, ao mesmo tempo pensei "morreu"!
É que dizem que a cigarra,de tanto gritar e cantar ela morre.
Coitada vive pouco tempo, assim como a Janis Joplin que também, de tanto gritar e cantar morreu, mas claro não morreu do jeito que morre as cigarras.
Me referi a Janis, por que logo quando cheguei em casa, me sentei na cadeira, liguei o computador e deu vontade de escutar ela, assim tive esta idéia de relacionar as duas.
Então cigarras + Janis Joplin= gritos e morte pré-matura.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um Cão Andaluz ( Un Chien Andalou )


Com apenas 17 minutos de duração, "Um Cão Andaluz" é considerado um dos filmes mais chocantes, surpreendentes e revolucionários da história do cinema. O filme de estréia do cineasta espanhol Luis Buñuel, em parceria com Salvador Dali, foi realizado na França, em 1928 e fez parte da eclosão do movimento surrealista, cujos princípios fundamentais eram a contestação dos valores burgueses, a abolição da lógica cartesiana na produção artística e a denúncia do absurdo das instituições (Estado, Igreja, etc.) que exprimiam preocupações com a moral e as convenções e, ao mesmo tempo, consentiam com o envio de milhares de homens para a morte nos campos de batalha. Esse filme é constituído de uma série de seqüências de cenas absurdas e sem ligação aparente, como em um sonho a se fundir com a realidade. "Un Chien Andalou" é realmente um filme chocante, em que espaço, tempo e acontecimentos confundem-se formando idéias anti-conservadoras e que falam sobretudo de desejo e culpa. Questões ligadas ao machismo, ao feminismo (guerra entre sexos), à ultrapassagem da fase infantil em direção à sexualidade, bem como à repressão sexual, são sempre abordadas entre imagens produzidas pelo subconsciente e a realidade nas complicadas relações entre um casal. Buñuel e o catalão Salvador Dalí, seu amigo de adolescência, combinaram que colocariam em imagens seus delírios criativos, desde que entrassem no roteiro apenas as sugestões que alcançassem um consenso. Em um depoimento, Buñuel diz que "Um Cão Andaluz" nasceu da confluência de um sonho seu com um outro de Dalí. Os dois sonhos não tinham nenhuma relação entre si, mas os dois acharam interessante poder uni-los sem dar satisfação à ninguém . "Escrevemos este roteiro em menos de uma semana e seguimos uma regra muito simples: não aceitar idéia ou imagem alguma que pudesse dar lugar a uma explicação racional, psicológica ou cultural. Abrir todas as portas ao irracional. Não admitir nada além das imagens que nos impressionavam, sem tratar de averiguar os porquês. Em nenhum momento houve desentendimento entre nós. Um sugeria uma idéia que quando era aceita não era discutida e quando não era aceita era esquecida para sempre". (depoimento disponível no site: www.estacaovirtual.com/arquivo/mat1998). "Um Cão Andaluz" propositalmente almejava agredir as normas estéticas e de comportamento vigentes. Entre as seqüências que causaram indignação estão a que exibe uma dupla de padres amarrada a dois pianos sobre os quais estavam colocados asnos mortos e cobertos de sangue, a que mostra um homem acariciando de forma violenta os seios de uma mulher e sobretudo a cena em que o próprio Buñuel mutila com uma navalha um dos olhos, que seriam da atriz Mareuil. Baseado num conceito surrealista, "uma navalhada no olho da sociedade", esta cena clássica de uma navalha cortando o olho de uma mulher logo na primeira parte do filme, marcou época como uma das mais impressionantes do cinema.
O filme pretendia questionar mas não responder às questões levantadas. Foi exibido pela primeira vez em Paris para uma platéia de intelectuais - entre eles André Breton, autor do Manifesto do Surrealismo, ao som de "A Cavalgada das Valquírias", de Wagner, executada em um gramofone. O jovem Buñuel temia tanto a reação ao filme que havia levado pedras nos bolsos para revidar uma possível agressão da platéia. Mas ao final da projeção foi aclamado pelo grupo surrealista e por toda a elite cultural parisiense, ficando em cartaz durante oito meses com bastante sucesso, e gerando também protestos e muito escândalo na França de 1928. A boa acolhida inicial não evitou no entanto que o cineasta espanhol tivesse problemas. Sua casa foi alvo de ataques de grupos conservadores, que tentaram sem sucesso, interditar a exibição da obra na França. O vídeo disponível nas locadoras contém duas versões do filme (17 minutos cada). Uma sonorizada em 1960, com músicas de Wagner, Beethoven, e um anônimo e divertido tango, e a outra produzida em 1983 pela TV suíça que inclui música atonal e os sons produzidos por um Imagecão. "Um Cão Andaluz" (referencia à região espanhola da Andaluzia onde Buñuel nasceu) é fascinante, mas não é para qualquer estômago: o bizarro universo dos autores revelava cedo o estranho humor do cineasta que se tornaria célebre com seus trabalhos nas décadas seguintes. Este filme é um bom exemplo das agitações ideológicas do período entre guerras, e um libelo a favor das liberdades estéticas e morais em um mundo prestes a se encher de repressão e intolerância.

Neste Video tem algumas partes do filme.
http://www.youtube.com/watch?v=2hLhC3O7drU

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Liberdad?


Sentado em minha cama a 00:00 em ponto, pensava como seria o próximo dia.
Mas eu não fico planejando nada, espero que tudo aconteça naturalmente, nada forçado.
Acho que na vida nada deve ser forçado, imagino um mundo onde pessoas não saberiam seus limites, pessoas sentiriam suas essencias, tornariam seus dias mais alegres sem se preocupar com nada.
Mas este mundo lúnatico em que vivemos nos deixa preso, com mãos amarradas e bocas amordaçadas.
Que triste mundo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aoléu


As vezes penso em um dia querer uma felicidade comum. Pensando bem o mais comum possível, diria algo improvável a uma pessoa qualquer.
Sairia sem rumo, tomaria minhas lágrimas, esqueceria de tudo...tudo.
Correria por florestas totalmente fechadas, tentaria voar.
Pisaria em folhas secas.
Me esgotaria.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desfrutado



Andava caindo sobre ratos, em meio a ruas desertas brincava de colher fumaças no ar e cantarolando "I wanna be your dog", e descobrindo segredos imagináveis como se fosse uma banana sendo descascada.
Em plena multidão se transformou em algo inconfundivel, se apresentava para aqueles que queriam ver a sua alma sendo apagada como uma fumaça de cigarro ou de café quente, desconstruido pediu ajuda a um garoto de rua, viu em uma de suas mãos uma maçã, mas não era só uma maçã, era a mais perfeita maçã. Pediu ao garoto a maçã perfeita, ao tocar nela sentiu algo estranho em seu olhar, viu que estava entre penumbras, em meio de suas pernas ratos passavam entrelaçados, ao céu apenas uma nuvem branca manchava seu rosto com raios solares.
Por fim seu viu caido entre ratos e seu rosto desvairado no chão.

domingo, 25 de outubro de 2009

Dica de Filme: Não Estou Lá (I'm Not There)



Descrição:

O diretor Todd Haynes (Velvet Goldmine) apresenta a vida e a carreira do cantor Bob Dylan. Com Christian Bale, Heath Ledger, Cate Blanchett, Richard Gere, Julianne Moore, Michelle Williams e Bruce Greenwood. Recebeu uma indicação ao Oscar.

Sinopse:

Bob Dylan (Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw), ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração. Sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações do seu personagem público dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de caubói solitário a popstar.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

(Des)Fazendo


Um dia pensei, como se pensar fosse algo estranho para mim. Como alguém pode de isentar de suas virtudes, como pode um pássaro voar tão alto tocando as nuvens.
Eu que sou desonesto comigo mesmo , me submeti a um distúrbio desonesto a outros, refletido de angustias e cuspindo palavras ao léu. Hoje pensei em querer tomar um suco de laranja, mas não tinha, tomei água mesmo. Hoje o dia está bom para uns que ganham um sonho improvável e ao mesmo tempo insatisfeitos com que fizeram ontem.
Amanhã. Não sei.
Verdades e des-verdades. Dias após dias.
Se (des) FAZ.

sábado, 10 de outubro de 2009

Há Tempos.

Por um tempo tive um vazio, afinal não sei que vazio era este.
Por um tempo estive isolado, com a cabeça sem descanso para nada.
Mas agora estou na ativa novamente, não sei com que vou começar , pois afinal estou renascendo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eu nunca lembro qual assunto tratei na postagem anterior, talvez fosse coisa alguma, eu realmente não tenho controle sobre as palavras que nascem para ocupar um espaço aqui. Então eu vou comentar sobre atualidades, as minhas, evidentemente: estou morto de medo, fungindo da terapia, além de estar pensando maniacamente sobre as malditas coisas que deveriam - piedosamente- fazer um pouco mais de sentido. Talvez fugir seja um termo fortíssimo e por este motivo pareça bastante apropriado, é bem possível que eu tenha fugido, então acabei num lugar tão distante que é mais confortável continuar por lá, apesar de, às vezes, eu - repentinamente - perder esta certeza, ambivalência idiota. Aliás, hoje é só mais um dia para esquecer a minha - natural - babaquice e tentar fingir que sou outra pessoa, evidentemente alguém incrível e com milhões de qualidades óbvias, farsa.

By Raisa.

sábado, 4 de abril de 2009

Difícilmente viver.

Hoje viver não é tão difícil, difícil é esquecer que um dia você viveu intensamente, ou melhor loucamente.Olhando para o céu percebo passáros voando sei lá para que direção mas sempre com algum objetivo de chegar a tal lugar assim acontece com nós também sei lá pensando em que lugar chegar, mas sempre escrevendo um trajeto.Muitos tem duvida de suas vida, ou seja, ficam guardando sentimentos ao invés de vomita-los.
Pensando assim percebo que hoje viver não é tão difícil.