terça-feira, 4 de maio de 2010

Novelinha Francesa- Parte 1

No ano de 1975, ás 14h00min horas do dia 15 de Setembro, no bairro Benevielle, em plena prima-vera, nascia Marie Boulanger, uma menininha de olhos castanhos claros, cabelos lisos e negros, filha de Christine Boulanger, dona de uma floricultura e de Jean Boulanger, chefe de cozinha de um restaurante.

Marie gostava de brincar sozinha, ela não tinha muitos amigos, os poucos que ela tinha moravam um pouco longe de sua casa. Aos cinco anos Marie pediu para o seu pai um caderno de desenhos. A partir daí, Marie começou a desenhar, desenhava todos os dias, desenhava o que via e o que sonhava seus desenhos não era comum para a sua idade, com muitos detalhes e traços bem definidos, sua mãe percebeu que ela tinha um grande talento dentro dela. Christine resolveu então, colocar Marie em uma escola de Belas Artes.

Aos 10 anos, Marie se destacou na escola de artes e ganhou um premio de melhor pintura na categoria infantil.

A partir daí, Marie se dedicou ainda mais em seus desenhos...

No ano de 1990, com 15 anos, Marie fez a sua primeira exposição, não era uma grande exposição, mas pra ela significava muito. Em sua exposição havia um garoto, de estatura baixa, usando um óculo redondo, com uma camisa xadreza uma calça de jeans surrada e um tênis bastante sujo, seu nome Antoine.

Antonie, filho de Bernadette Reverbel e de Breno Reverbel, ambos donos de uma lojinha de presentes.

Antonie também gostava de artes, ficou sabendo da exposição de Marie através da escola de artes, de onde também era aluno.

Marie ao olhar para Antonie, percebeu que nele existia uma certa timidez, ela que não tinha nada de timidez se aproximou de Antonie e disse um simples: - Bonjour!

Ele com a cabeça baixa respondeu baixinho: - Bonjour.

Marie insistiu na conversa: Qual seu nome?

Antonie sem jeito de lidar com a situação respondeu quase sussurrando: - Antonie.

E assim foi a conversa de Marie e Antonie durante a exposição, Marie perguntava e Antonie respondia monossilabicamente.

No final da exposição Marie pediu o endereço da casa de Antonie, ele no susto, pois, ninguém, jamais uma pessoa pediu seu endereço, anotou com as mão tremulas em pequeno pedaço de papel e entregou a Marie sem olhar para ela.

Marie, no outro dia levantou-se da cama, escovou seus dentes, lavou seu rosto fino, penteou seus cabelos lisos e negros, colocou seu casaco, uma saia e seu tênis preferido. Mal tomou seu café, pegou uma maçã e saiu indo em direção a casa de Antonie.

Chagando na casa de Antonie, confirmou se era ali mesmo e subiu as escadas de madeira velha. Apertou a campainha, um minuto e nada, apertou novamente e um sinal, aproxima-se da porta e abre era a mãe de Antonie a senhora Bernadette.

- Oi eu sou a Marie, o Antonie está?

- Sim, claro pode entrar!

- Não eu espero aqui mesmo.

- Então só um só um segundo vou chamar ele.

Marie ficou ali na espera de seu mais novo amigo.

Passa-se dois minutos e Antonie aparece, todo envergonhado, pois, ninguém de seus amigos, jamais foi em sua casa.

- Oi lembra de mim, sou a Marie.

- Oi, lembro sim.

- Você quer em uma lanchonete comigo?

Antonie nunca recebeu um convite para ir a tal lugar com tal pessoa.

Ele pensou, pensou e ...