terça-feira, 24 de agosto de 2010

Parte 4

Anos de paixão, anos de amor, anos de amizade, mas tudo no tempo tem um fim.
Em uma tarde fria e cinzenta, Antonie após ter tido um dia massacrante, saiu de seu trabalho e foi em direção ao café Le Margot, lá se sentou e esperou o garçom vim lhe oferecer algo, enquanto isso pensava na má relação que estava vivendo com Marie. Nada vinha bem de uns dias para cá, muita discussão por nada, e quando não tinha discussão não se falavam, dormiam juntos, mas ao mesmo tempo separados. Antonie se questionava: O que estava acontecendo?
Sua pergunta logo foi respondida. Enquanto tomava seu café, analisa as pessoas passeando pela rua, em seguida seus olhos enxergaram o que não queria enxergar. Marie atirada aos braços de outro rapaz. Neste momento teve uma reação não muito comum aos demais, respirou fundo e saiu da cafeteria como se nada tivesse acontecido. E vai em direção ao nada, pensando por que isto, justo comigo acontecer.
A noite Marie chega em casa, vê uma mala marrom em cima do sofá, logo vem o Antonie com outra mala, pega a que esta em cima do sofá e sai sem falar absolutamente nada.
Marie ficou sem palavras (mas no fundo sabia o porquê), foi ao quarto e avistou um papel um pouco amassado e rasgado que dizia: “Au revoir, a été très bonne ces dernières années de ma vie avec vous.” (Adeus foi muito bom estes anos de minha vida com você.), pequenas gotas brotam nos olhos de Marie, mas nada com muita tristeza e sim um sentimento de culpa.
Dias passam... Meses passam e Marie agora isolada, triste, angustiada, culpada e um fundo de poço: Depressão.
Ela liga, ele não atende.

A cada dia Marie, mais triste se culpando pelo fim.
Tem sido dias dificil para ela, seria seu fim?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parte 3

Um ano, dois anos, três anos... E assim foi se passando os anos, e Marie e Antonie cada vez mais juntos, continuavam a ir à mesma lanchonete, a mesma praça onde brincaram muitas vezes e começaram a estudar juntos artes plásticas.

Marie agora com 20 anos e Antonie com 21.

Marie não se via mais como uma menininha, agora mais adulta pensava em ganhar seu próprio dinheiro, sonhava em ter sua própria galeria de arte e fazer com que suas obras se tornassem mais famosas, enquanto que ele, apesar de ser um ano mais velho que ela, não pensava em seu futuro, queria viver o agora, o presente. Mas juntos viviam com diferentes pensamentos, rolavam brigas, mas ao mesmo tempo beijos e abraços.

Marie sonhava, encantava a todos com suas obras, abstratas e realistas.

Antonie com suas esculturas se aprimorava cada vez mais, dando um ar mais realista, expressando todo o seu sentimento que guardava consigo anos antes de conhecer Marie.

Em um inverno qualquer, os dois fizerem uma exposição juntos, em que atraiu um grande público, estamparam capas de jornais e ganharam muito dinheiro.

Depois desta, foram convidados a participar de outras exposições, viajaram para diferentes cidades e alguns países.

E assim passava os anos..., muitas exposições, muitas viagens e muito sucesso.

Agora Marie com 28 e Antonie com 29, com o dinheiro das exposições realizadas, resolveram se mudar para para a cidade luz- Paris.

Moravam em uma casinha de madeira azul, era pequena, mas aconchegante, no seu interior apenas uma sala, uma cozinha, banheiro e quarto, nada tão exuberante e sim simples como a vida que viviam.

Marie, dona de um atelier e de uma galeria própria.

Antonie, além de escultor, trabalhava como ilustrador de livros.

E assim começavam a viver este novo momento, trabalho, casa, brigas, beijos e abraços.