segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E aí se vai mais um ano...

Pois é minha gente, estamos chegando a mais um final de ano. Foi um ano com muitas vitórias, derrotas, choros, risadas, um ano para nunca ser esquecido.

Deixo aos leitores um belo e especial 2012, com
muitas esperenças e sonhos realizados!! :)
Nos vemos no ano que vem com muitas novidades no blog.

Agradeço a todos que viveram comigo este ano, que leram os textos, aos que gostaram, aos que não gostaram,
um forte abraço.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cadeirantes sem vez.



Certo dia, dentro do ônibus que ia para a universidade, assisti a uma realidade que precisa ser mudada. Um homem a espera do ônibus na parada com uma acompanhante se surpreendeu com a o problema que iria emfrentar, pois, logo percebi que o ônibus não tinha estrutura para locomoção de cadeirantes. Na hora pensei: "e agora, ou ele espera o pròximo ônibus que atenda as suas necessidades ou ele embarca neste mesmo", ele tinha horário marcado para chegar ao médico, foi aí que uns meninos que estavam dentro do ônibus logo se prontificaram a ajudar o rapaz. Uns três rapazes desceram do transporte e um ergueu o garoto de pernas frágeis de sua cadeira, o outro compactou a cadeira, cabendo assim dentro no ônibus. No final ocorreu tudo bem, o menino foi para o seu destino.
Mas mesmo assim pensando, "Por que nem todos os transportes coletivos atendem as necessidades dos deficientes físicos?"
Cabe aí, o governo reever essas questões.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Decadência da música brasileira.

... estava pensando hoje: os compositores de hoje (se é que podemos chamar eles assim) não possuem criatividade nenhuma, hoje fazer música está muito fácil ( também, se é que podemos char isso de música), claro há excessões, mas a maioria só faz "merda", como exemplo é a musica masi escrota que ja ouvi que é a "tcheretchetche", o que é isso???? Cadê a alma de artista destes??? Será que hoje o artista se entrega totalmente a arte, ou será que que fazem qualquer coisa inutil e coloca nos ouvidos das pessoas, e assim se tornar algo clichê e espera é claro, o sucesso alheio.

Fico me pergutando todas essas questões, eu totalmente leigo neste assunto, mas realmente eu não vejo a arte, a obra prima nas composições de hoje em dia.

É por isso que eu idolatro músicos como: Chico Buarque, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Cazuza entre outros gênios da música brasileira e aos gênios que estão surgindo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Passeio sobre folhas secas de outono.

De pés descalços, Virginia insistia em andar sobre restos de folhas do outono, esmagava cada folha com seus dedos delicados e ao mesmo tempo com uma força enorme que colocava em cada ponta dos dedos.
Virginia queria sentir a beleza do andar, queria ser andarilha da vida.
Olhava para cada passo dado, como se estivesse memorizando a sua volta, na qual não sabia como iria voltar.
Em algum momento pensava no entardecer, imaginando o sol adormecendo seus raios, queria enfatizar o seu momento de fraqueza.
Virginia, já adormecida, fintava seus sonhos desaforados, como alguém que quisesse cuidar de seus plenos imaginários, onde cada um quisera presenciar suas reflexões nada gentis e sim desafiadoras de uma mente conturbada e fraca.
Percebeu seu braços entrelaçados em seu peito, seus olhos pareciam querer apertar as suas pupilas, seus lábios saboreavam a armagura de um dia já nascendo com seus cantos de passaros e raios solares atravessavam sua pele, suas pernas ja queriam sair por ai, pisando em folhas secas de outono.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Poema Tropicalista

O lêlê, seu samba me corrompe
Sua bossa me comove.

seria proibido proibir a sua juventude de 67.
Seu carnaval acabou.

Caê, Gil, Chico e José
Pobre José foi de ré ao seu movimento.
Panis et Circensis ao povo.

Alegria, Alegria na TV
E o governo nada vê.

Ditadura no poder.
Todos gritam pela sua liberdade
Em belo Domingo no Parque
Crianças e seu doces.

Foi-se a desordem.


domingo, 16 de outubro de 2011

Claude Lévi-Strauss


Antropologia ( do grego
Antropos= Homem, Logos= razão/ pensamento), ou seja, ciência que estuda o homem e a sociedade abrangendo todas as suas dimensões.
Não que eu entendo de antropologia, mas atualmente tenho lido muito a respeito desta ciência, foi em uma dessas leituras que conheci o antropólogo francês
Claude Lévi-Strauss.

Claude Lévi-Strauss é considerado o fundador da
antropologia estruturalista ( um método de tentar entender a história de sociedades que não a têm, como é o caso das sociedades primitivas) em meados da década de 1950, e um dos grandes intelectuais do século xx. Foi professor do Collége de France, ocupando a cátedra de antropologia social de 1959 a 1982 e foi membro da Academia Francesa, em que foi o primeiro a atingir 100 anos de idade.

Esteve no Brasil no periodo entre 1935 e 1939, em um estudo de campo sobre os povos indígenas, na qual, publicou a tese
As estruturas elementares do parentesco (em francês Les structures élémentaires de la parenté), obra reconhecida mundialmente.

Strauss faleceu em 2009 aos exatamente 100 anos.

sábado, 8 de outubro de 2011

PITANGA- Mallu Magalhães

Foto tirada por Marcelo Camelo

Pitanga, frutinha vermelha de um sabor adocicado, já para Mallu Magalhães, a simples fruta vai além disso.
Em seu terceiro albúm intitulado "PITANGA", Mallu de
speja com toda a sua doçura e sensibilidade nas canções, que para ouvir precisa escutar com a alma, pois, você irá conhecer o lado mais sentimental da cantora.
Foram 55 dias em estúdio de puro esforço e dedicação total ao disco, tudo isso foi relatado em seu site oficial, o disco foi produzido pelo
seu companheiro Marcelo camelo e co-produzido e mixado por Victor Rice.
PITANGA, mostra a verdadeira evolução e amadurecimento da jovem cantora. Um disco totalmente autoral.
São no total 12 faixas, todas compostas por ela mesmo.

"Velha e Louca" é a faixa que abre o disco, a cação remete ao rock anos 60, frases como: "Pode falar que eu não ligo/ Agora amigo em tô em outra", reflete toda a maturidade da cantora. E assim segue o disco, Mallu mostrando toda a evolução.
  1. Velha e Louca
  2. Cena
  3. Sambinha Bom
  4. Olha só Moreno
  5. Youhuhu
  6. Por que Você faz assim comigo
  7. Baby, I'm Sure
  8. In The Morning
  9. Lonely
  10. Highly Sensitive
  11. Oh, Ana
  12. Cais
Capa do disco "PITANGA"

Pitanga (2011)
Artista: Mallu Magalhães
Gravadora: Sony Music

sábado, 24 de setembro de 2011

Sussurro Desafinado

Em meio a dias ensolarado, em um turbilhão de pensamentos desaforados, ficou a esperar por um só momento imediato. Momentos a dois.
Pensaria em cuidar de sua pele junto a minha, passeávamos em direções distorcidas, entre multidões
ininterruptamente brávias, sem medo de arriscar.
Em meio a isto tudo sussurraria em seu ouvido, acordes e notas desafinadas, como um velho violeiro dando seus últimos acordes com seus dedos longos em cada nota.
Pensaria em acariciar seu rosto gélido, sem ao menos querer tocar.
Entre um sussurro e outro ousaria em querer tocar a sua pele alva.
Linguas ao luar.
Com um licor, o contato.
Peles uniformes.
Do sádico ao sábio.
O tato ao teto.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Power Trios

Quem disse que uma banda de rock precisa ter necessariamente 4 integrantes (bateria, baixo, guitarra e vocal) pois, há bandas que quebraram este modo padrão de uma banda, ou seja, nela são compostas apenas 3 pessoas (bateria, baixo, guitarra e vocal) neste caso o vocalista pode ser ao mesmo tempo guitarrista ou baixista. Essas são chamadas "POWER TRIOS".
Um power trio é um formato de banda de rock popularizado na década de 1960.

Vou citar algumas lendas do rock e coisas mais recentes que vem se destacando muito nesta nova leva de sons.



Jimi Hendrix Experience



The Jimi Hendrix Experience foi uma famosa banda Britânica/Americana de Rock Psicodélico e Blues Rock de grande influência, apesar da curta carreira, que teve como líder o músico Jimi Hendrix.

Foi por esta banda que Jimi Hendrix gravou a maior parte das suas mais famosas músicas como “Purple Haze”, “Foxy Lady”, “Fire”, “Hey Joe”, “Voodoo Child (Slight Return)”, “All Along the Watchtower” e “Spanish Castle Magic”.

Embora Jimi Hendrix tenha sido o líder da banda, os outros dois integrantes (o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell) foram também dois importantes músicos vitais para a banda. (Fonte:Lastfm.com)






Rush


Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada pelo baixista, teclista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson e pelo baterista e letrista Neil Peart. A banda foi formada no fim da década de 1960 em Sarnia, Ontário, Canadá, por Lifeson, Lee e John Rutsey.
Mudaram-se para Toronto para desenvolver a carreira da banda e começaram tocando canções de outras bandas em bares. Logo em 1974, duas semanas antes do início da primeira tour, Peart assumiu a bateria no lugar de Rutsey, completando assim, a formação atual da banda. (Fonte:Lastfm.com)




Motorhead

Motörhead é uma banda de rock ‘n’ roll que, por seu peso e velocidade, influênciou muitas bandas de heavy metal, especialmente de thrash metal, punk rock e hardcore. Foi formada em 1975 formada na Grã-Bretanha pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister. (Fonte:Lastfm.com)



Nirvana

Nirvana foi uma banda de grunge fundada no ano de 1987 em Aberdeen, Estados Unidos, cidade vizinha a Seattle, que fazia parte do circuito underground, juntamente à cena de Portland.

Sua música foi inspirada no Punk Rock e no Rock Alternativo e foi chamada “Grunge” pela imprensa e meios de comunicação da época (termo que todas as bandas da época rejeitavam). O grupo se desfez em 1994 com a morte de seu líder, Kurt Cobain. (Fonte:Lastfm.com)



Rinoceronte


A Rinoceronte é um "rockpowertrio" criado em novembro de 2007, em Santa Maria/RS, formado por Paulo Noronha – voz e guitarra, Vinicius Brum – baixo e voz e Luiz Henrique (Alemão) na bateria, todos já há longo tempo na estrada e com várias passagens conjuntas por outras bandas. Com um som vigoroso, letras em português e performances quentes e
coesas, a banda vem conquistando seu espaço, participando de alguns dos principais festivais nacionais de música independente, como Goiânia Noise (GO), Calango (MT), Bananada (GO), Demosul (PR), Macondo Circus (RS), Grito Rock (RS) (SC), Gig Rock (RS)e Morrostock (RS).
Fonte: rinoceronterock.blogspot.com



Muse

Muse é uma banda britânica de alternative rock (de Teignmouth, UK). Os membros são Matthew Bellamy (vocal, guitarra, piano - filho de George Bellamy, do The Tornados), Christopher Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria).

A banda lançou cinco álbuns de estúdio. O primeiro foi Showbiz, de 1999, seguido de Origin of Simmetry em 2001, Absolution em 2003, Black Holes and Relevations em 2006 e o mais recente, The resistance no final de 2009. (Fonte:Lastfm.com)



Wolfmother

Wolfmother é uma banda australiana de hard rock formada em Erskineville, subúrbio de Sydney, em 2000. Consiste, atualmente, em - Andrew Stockdale (guitarra e vocais), Ian Peres (baixo, teclado e vocal de apoio), Aidan Nemeth (guitarra base) e Will Rockwell-Scott (bateria).

Segundo Andrew Stockdale, a banda é fruto de vários anos de “jams” no anonimato. A formação original consistia de Andrew Stockdale, Chris Ross (baixo e teclado) e Myles Heskett (bateria). A banda só viria a público por volta de 2003, lançando pouco depois o seu EP homônimo Wolfmother EP. (Fonte:Lastfm.com)



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Hora da Estrela


Até onde vai os mistérios do ser humano? Você já conseguiu descobrir? "Se fossem inventar para medir abalos sismicos literários, por certo tudo o que Clarice Lispector escreveu atingiria grau máximo". Para mergulhar na leitura de Clarice Lispector é preciso um preparo psicológico, pois você ira se deslocar para um mundo não imaginário, e sim para um universo realista com um toque de mistério, drama, pessoas tentando se enquadrar na sociedade.

Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarice Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia. Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil ent
re 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial. Isto porque Clarice por inteiro só os verdadeiramente íntimos conheceram e, ainda assim, com detalhes ciosamente protegidos por zonas de sombra. A verdade é que a escritora, que reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, continuará sendo um mistério para seus admiradores, ainda que os textos confessionais aqui coligidos possibilitem reveladores vislumbres de sua densa personalidade.

Texto de
Pedro Karp Vasquez.


Quer conhecer mais sobre a vida e obra dela, clique aqui.

domingo, 11 de setembro de 2011

Diário de um 11/09/2001


Era uma certa manhã nublada de uma terça-feira de 11 de sembro de 2001.
Lembro que me acordei as 9 e alguma coisa, liguei a tv e vi aquelas imagens de uns prédios destruídos, não entendi nada (talvez por ter tinha 12 anos) para mim, aquilo era um filme.
Continuei olhando, e logo começaram as noticias de que este avião que foi arremeçado contra as torres estaria em mãos de terroristas.
Fiquei assustado com tudo aquilo, mas o que mais me impressionou foi de ver pessoas de atirando pelas janeas da torre, aquilo me chocou e muito.

Logo após já não existia mais nada naquele lugar, as gigantes já estavam no chão.
Após a queda das torres, o pó tomou conta da maior parte do centro da cidade de Nova York.

Até hoje lembro como se fosse ontem...



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sabe esses dias que...

... você tem a enorme vontade de encher os pulmões e soprar para uma longa estrada sem fim...
...que sente a necessidade de sentir o vento na cara e abrir a boca e explodir suas emoções em um grito...
...que você sonha em botar uma mochila nas costas, sair para um lugar qualquer, só pelo simples fato de sentir uma liberdade radiando em você, isso já torna o dia irresistível...

... dia de ligar o seu carro, e sair ao som de Queen Jane Approximately (Bob Dylan)...




Mesmo com, melhor com sol, tenho vontade desse dia... dia de aventura.

sábado, 27 de agosto de 2011

O Mundo é um Moinho


"Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó..."

Assim cita em uma das mais belas canções escrita pelo compositor e cantor Cartola, considerado por críticos, o maior sambista da história da música brasileira.
Nesta música, Cartola escrve tudo o que ele sente ao ficar uma noite em claro ao descobrir que sua filha estava se prostituindo.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tempo Ex [vaziado]

Tinha anotado alguma coisa em uma papel ja amassado por estar tanto tempo sendo esmagado em seu bolso. Foi procurar em sua velha caixa de madeira, anotações antigas, cheia de pó, afinal sua casa cheirava a mofo de 50 anos atrás.
Dentro da idosa caixa, só uma mendalha do tempo em que seu avõ era soldado da primeira guerra mundial, na medalha de ouro se destacava um homem segurando uma espingarda, fazendo uma pose, talvez para uma foto.
Fuçou, vasculhou, até encontrar o antigo óculos de aro redondo de sua vó. òculos usado para ler receitas de bolinhos de chuva, óculos para ler jornais com notícias que animavam as manhãs cinzas, óculos para ler cartas do marido na guerra.

Permaneceu ali descobrindo antiguidades, descobrindo memória.
Algumas cartas ja pela metade, pois as traças o consumiram, uma boneca de pano sem um olhar, uma caixinha de jóias, mas a bailarina não dançava mais.
A nostalgia se lançava sem seu olhos, brilhavam ao var cada objeto.

[...]

Assim esvaziou a caixa, tirando toda as lembranças de um tempo em que não viveu.

De um tempo que para ele, todo era feliz;
De um tempo mágico;
De um tempo perdido.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Vento na face
braços criando forças fora do normal
olhos fechados
Luzes
visões embaraçadas

...

Assim foi seu momento de aproximadamente 5 minutos
Momento de tensão
Momento de aventura
Momento de turbulência
Alta adrenalina.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Domingo, 07 de Agosto, 00:53

Certa madrugada chorou.
Não sabe-se por qual motivo, mas chorou.
Sabe quando nosso peito fica doendo, nossa garganta começa a latejar e nossos lábios começa a tremer... assim sentiu.
Não aguentou e explodiu em lágrimas.
Lágrimas de saudade, lágrimas de tristeza, lágrimas de felicidade.
Chorava baixo, para ninguém escutar, chorava como um pássaro.
D'alma brotava todo o sentimento envelhecido, como uma carta velha cheia de pó jamais lida.

Suas mãos escondiam seu rosto.
Sua pele se alimentava de pequenas goticulas.

Na aurora, já com os olhos vermelhos e ardidos... dormiu.

Certa madrugada, chorou e dormiu.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Hoje não tenho...

nada a cuspir, deixo uma música a vocês.

Construção

Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meus Heróis Morreram de Overdose


Considerada para muitos, louca, excêntrica, rebelde sem causa (as vezes com causa), já para outros musa do Jazz moderno,branca com voz de negra. Assim, Amy Winehouse era vista com os olhos do mundo. Não era fã, mas gostava (gosto) muito do estilo das músicas dela, um estilo que soa jazz em meus ouvidos, uma voz que me lembra e muito com a de Billie Holiday. Posso dizer que Amy se matou, mas admito que gosto muito destes artistas sofredores, que buscam algo mais do que a música, buscam o sofrimento das etapas de suas vidas e após explodem essas emoções em suas músicas, mas que no fim aniquilam os talentos de uma forma trágica.

Mas, enfim, procuro enchergar também as qualidades desses artistas, e é de fato dizer que, grandes gênios da música nunca mais vamos ver algo parecido.


Gostaria de dizer que não me arrependo
Que não há divídas emocionais
Porque, quando a gente se despede, o sol se põe
Nosso romance acabou
A sua sombra me cobre
O céu é uma chama
Que só os amantes vêem

(Amy Winehouse)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um certo Outono

Saia com pressa de sua casa, entre tropeços e corridas para não perder o ônibus.
Cecilia era quase uma invísivel, se esbarrava contra as pessoas para ser notada.
De sua boca mal saia uma palavra em direção ao outro, tentava se esconder dentro de si mesma.
Diziam que por fora era uma flor, mas por dentro tinha espinhos.
Espinhos que machuvam as vezes sem querer, mas na maioria das vezes para valer.

Cecilia serrava seus dentes ao correr contra o vento.
Cecilia alimentava seu peito com o ar poluido.

Seus sapatos, marrom-desbotado-gasto, sua mochila carregada de melancolia, suas mão levavam um pequeo caderno em que anotava coisa que viessem a sua frente, e assim que a encherga enche seus pulmões de ar e anota o que lhe solta aos olhos.

Seu outono, de folhas secas, de abraços tímidos, de sorrisos encabulados.
Seu outono de vento nos cabelos, de passeios curtos.

Seu outono- outro dia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Howl


"Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus..."



Assim inicia a obra Uivo de Allen Gisberg, poeta americo da geração Beat.
Gisberg Naceu no dia 3 de junho de 1926, quando criança, era tímido e complicado, e ainda, tinha que viver com os estranhos episódios de sua mãe, em que dizia que o mundo conspirava contra ela.
Segundo alguns biógrafos, Allen já na sua adolecência na escola secundária, descobriu a poesia, mas logo ao ingressar na Universidade de Columbia, fez amizade com um grupo de jovens delinquentes, filósofos de almas selvagens (entre eles Jack Kerouac), obcecados igualmente por drogas, sexo e literatura. Ao mesmo tempo em que ajudava os amigos a desenvolverem os seus talentos literários, Allen perdia de vez a sua ingenuidade, experimentando drogas, freqüentando bares gays em Greenwich Village e vivendo seus affairs homossexuais. (Fonte: Wikipédia)
Nos anos 60, sua personalidade se torn famosa no movimento Hippie, onde, participava de protestos contra a Guerra do Vietnã e divulga o psicodélico LSD.
Sua obra Howl em 1955 foi considera obcena e pornográfica, sendo assim, proibida de ser comercializada.

sábado, 2 de julho de 2011

[Ex] Trações

Sua pele expele perfume. Seu lenço no pescoço se entrelaça com tanta vontade de abraça-la.
Sua voz se manifesta desesperadamente, gritos vibratórios.
Suas mãos lançam-se ao ar, parecendo pedir algo aos céus.
Saira pelos andarilhos da sua rua, descalça.
Ousaria berrar para todas as direções possíveis, sem se lamentar de nada- ousaria?
Veio buscar suas malas, já prontas para partir para o seu rumo desconhecido, desagradável, inútil.
Pensaria que a lua seguiria seus passos descontrolados, seguiria a sua sombra desorientada.
Se arrependeria de abusar os seus sentimentos tortos.



[...] Meio.


Após, desgostos, agostos, gestos.
Encravada entre bocas e unhas, se ajustara em repartições minusculas.
Era o seu desejo, de querer, esprimir seus sentimentos, através da sua epiderme, derme.
Chegara assim.... deitada com emoções
[ex] traidas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Saudade de um Paraíso.


De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras...
(Renato Russo)

Sim, estou já com saudade do paraíso de Santa Catarina, mais especificamente, na praia de Bombas.
Não que eu seja muito fã de praia, mas realmente este lugar me encanta pela sua paz que lá existe.
Eu torço o nariz com o verão, (não me sinto bem), prefiro o inverno, mas quando vou para este belo lugar, me esqueço que estou na época das flores que seguem o sol.
Estamos ainda no meio do ano, tem muita coisa para "rolar", mas enquanto eu não poder me espreguiçar em uma rede, vou seguindo as minhas idéias para este ano.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Dia Cinza

Dia de cara fechada, com nuvens carregadas de tristeza.
Ruas totalmente desertas, apenas o vento cortejante.
Dia de se afogar no sofá e olhar um filme dramático.
Dia de um café e bolinhos com gosto de chuva.
Dia do nada.

sábado, 4 de junho de 2011

Alvorada Transcrita




Lá fora o vento sopra, uiva e bate contra o vidro da janela. Aqui habito, em minha cadeira de madeira maciça estofada com couro avermelhado. À minha frente está ela, minha companheira de todas as noites, meu ardor dos meus sentimentos noturnos. O que seria eu sem ela?

Nela registro todos os meus anseios, minhas lástimas e dores. Às vezes paro para pensar em um vocábulo a ser expresso, neste meio tempo, ilumino a ponta de meu cigarro, levo até a boca seca e trago, lanço a nuvem cinzenta para o ar. E assim, continuo a minha labuta de expressar minhas emoções.

Gosto da noite, gosto do só. Gosto de sentir meus olhos quase a ser cerrado pelas pálpebras (insônia), para isso tem o meu café, amargo como a minha noite, negro como o meu canto, em meu espaço apenas uma luminária para alumiar minhas idéias. Sentirei o cheiro do frio, me aqueço com a flama de papéis já envelhecidos pelo tempo, já amassados pela minha falta de concepção.

A aurora está cheia de mistérios, minha imaginação flui, meus dedos pressionam vagarosamente cada letra, no papel nasce palavras, e cada palavra com a sua emoção, observo meus pensamentos surgir pela minha boca, pensamentos inusitados, complexos.

Averiguo pela janela a chuva, que vai caindo lentamente em direção às flores, que se expandi pela varanda, que vai molhando as minhas agonias e lágrimas brotam em meus olhos, talvez vejo uma nostalgia em meu olhar dou um breve sorriso ao nada, volto para minha cadeira maciça de couro, trago o meu cigarro, ingiro mais um pouco de café e sigo com as minhas histórias contadas por mim mesmo, que fazem dormir e idear o dia de amanhã.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Here Comes The Sun


Seus olhos fechado-abertos, mal conseguia ver o que havia ao seu redor, ainda escuro, virou-se para o lado direito estendeu seu braço e foi tocando os objetos com a ponta dos dedos até encontrar seu despertador, olhou à hora e de súbito levantou-se, estendeu seus braços até onde podiam, seus dedos quase vão ao encontrocom o teto de seu quarto.
Deu alguns passos até o banheiro lavou seu rosto, e novamente se pôs ao seu quarto, botou a primeira camisa que avistou em sua frente, vestiu seu jeans e seus all star preto desbotado.
Na cozinha preparou seu café preto e de um impulso só, bebeu. Pegou sua mochila que já estava a sua espera, para ser carregada em suas costas já curva.
Na rua foi caminhando pensando em como será o seu dia, na parada, à espera do ônibus, prestava atenção nos olhares das pessoas que ali estavam também à espera do ônibus, eram olhares de insônia, alegres, tristes, desconfiados, nervosos.
No ônibus já lotado, não avistou nenhum lugar vazio, o restou ficar em pé. Pela janela avista o movimento do começo do dia, carros, buzina, motos, pessoas correndo por estarem atrasadas, em seu rosto o vento batia.
Via o dia nascer, via o sol despertar e espreguiçar todos seus raios e luzes, na rádio por coincidência ou não, os Beatles cantarolavam "Here Comes the Sun".

"Here comes the sun
And I say
It's all right..."

Assim, começou seu dia.

sábado, 21 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011



"Toda essa conversa sobre a igualdade. A única coisa que as pessoas realmente têm em comum é que eles estão todos indo para morrer."

Bob Dylan.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Primeiro você cai num...


… poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê."

Caio F.

Tanto fascínio a troco de nada.

15 de maio de 2011. Domingo, dia chuvoso e frio.
Na TV a rivalidade toma conta e a sociedade conformatizada com tão pouco.
Final de jogo, gritarias histéricas, berros de uma felicidade passageira, afinal, amanhã (hoje) é segunda- feira e tudo volta ao normal.
Analisando este comportamento das pessoas em torno de uma disputa em que um quer ser superior ao outro, me pergunto o porquê deste fanatismo que elas têm por algo que não acrescenta nada em sua vida. Um fanatismo fora do normal, em que sofrem, choram, em alguns casos morrem, qual o motivo por tanta fascinação?
Quero tentar entender isto.
Qual é a razão de um ser, querer se preocupar com a escalação do time, com as vitórias e derrotas, por que não se preocupar com a sociedade carente que merece mais atenção do que uma simples partida de futebol, não há a preocupação com crianças que nem sequer tem uma bola para chutar e poder comemorar seu gol, enquanto isso, vocês comemoram uma vitória a troco de nada.
Irão acreditar uma seleção de futebol, ajuda muitas crianças à saírem da marginalização, será?
Talvez não saibam da quantidade de dinheiro que "rola" dentro desses times no qual é muito comparado com a nossa atual política.
Enfim, fica aí a minha nota no que penso e analiso sobre o nosso "querido" futebol.