terça-feira, 10 de maio de 2011

On the Road


Talves se hoje fosse sexta-feira, eu poderia sair por ai sem rumo, pegar uma estrada ao estilo On the Road, concerteza Jack Kerouac seria meu companheiro.
Em um fusca velho vermelho correndo contra o vento, em um asfalto cheio de esperença e aventura com muito folêgo.
Voaria em uma altura além das nuvens, saltaria entre buracos [...]
velocidaaaaadeeeeeee alta aí vamos nós.
Vamos partir em busca de uma viagem alucinante em busca do nada, pois o nada é o quero.
Nada de se preocupar, deixe um pouco sua rotina agitada e vamos à existencia de um mundo sem mistério algum.
Durante a jornada, escutaremos o som do vento batendo contra o carro.
Durante a jornada, vamos gritar bem alto o que está enclausurando a nossa voz.
Vamos atravessar o de um luar a outro.
...

Assim, vou chegar onde quero, ou seja, o nada
O nada, não quero nada, quero me aventurar, por estradas de hão, por encruzilhadas, quero enchergar o horizonte.

...

*Casualmente, uma gostosíssima garota do Colorado bateu aquele shake pra mim; ela era toda sorrisos também; eu me senti gratificado, aquilo me refez dos excessos da noite passada. Disse a mim mesmo: Uau! Denver deve ser ótima. Retornei à estrada calorenta e zarpei num carro novo em folha, dirigido por um jovem executivo de Denver, um cara de uns trinta e cinco anos. Ele ia a cento e vinte por hora. Eu formigava inteiro; contava os minutos e subtraía os quilômetros. Bem em frente, por trás dos trigais esvoaçantes, que reluziam sob as neves distantes do Estes, eu finalmente veria Denver. Imaginei-me num bar qualquer da cidade, naquela noite, com a turma inteira; aos olhos deles, eu pareceria misterioso e maltrapilho, como um profeta que cruzasse a terra inteira para trazer a palavra enigmática, e a única palavra que eu teria a dizer era: “Uau!”…



* trecho do livro On the Road (Jack Kerouac)

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