quinta-feira, 30 de junho de 2011

Saudade de um Paraíso.


De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras...
(Renato Russo)

Sim, estou já com saudade do paraíso de Santa Catarina, mais especificamente, na praia de Bombas.
Não que eu seja muito fã de praia, mas realmente este lugar me encanta pela sua paz que lá existe.
Eu torço o nariz com o verão, (não me sinto bem), prefiro o inverno, mas quando vou para este belo lugar, me esqueço que estou na época das flores que seguem o sol.
Estamos ainda no meio do ano, tem muita coisa para "rolar", mas enquanto eu não poder me espreguiçar em uma rede, vou seguindo as minhas idéias para este ano.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Dia Cinza

Dia de cara fechada, com nuvens carregadas de tristeza.
Ruas totalmente desertas, apenas o vento cortejante.
Dia de se afogar no sofá e olhar um filme dramático.
Dia de um café e bolinhos com gosto de chuva.
Dia do nada.

sábado, 4 de junho de 2011

Alvorada Transcrita




Lá fora o vento sopra, uiva e bate contra o vidro da janela. Aqui habito, em minha cadeira de madeira maciça estofada com couro avermelhado. À minha frente está ela, minha companheira de todas as noites, meu ardor dos meus sentimentos noturnos. O que seria eu sem ela?

Nela registro todos os meus anseios, minhas lástimas e dores. Às vezes paro para pensar em um vocábulo a ser expresso, neste meio tempo, ilumino a ponta de meu cigarro, levo até a boca seca e trago, lanço a nuvem cinzenta para o ar. E assim, continuo a minha labuta de expressar minhas emoções.

Gosto da noite, gosto do só. Gosto de sentir meus olhos quase a ser cerrado pelas pálpebras (insônia), para isso tem o meu café, amargo como a minha noite, negro como o meu canto, em meu espaço apenas uma luminária para alumiar minhas idéias. Sentirei o cheiro do frio, me aqueço com a flama de papéis já envelhecidos pelo tempo, já amassados pela minha falta de concepção.

A aurora está cheia de mistérios, minha imaginação flui, meus dedos pressionam vagarosamente cada letra, no papel nasce palavras, e cada palavra com a sua emoção, observo meus pensamentos surgir pela minha boca, pensamentos inusitados, complexos.

Averiguo pela janela a chuva, que vai caindo lentamente em direção às flores, que se expandi pela varanda, que vai molhando as minhas agonias e lágrimas brotam em meus olhos, talvez vejo uma nostalgia em meu olhar dou um breve sorriso ao nada, volto para minha cadeira maciça de couro, trago o meu cigarro, ingiro mais um pouco de café e sigo com as minhas histórias contadas por mim mesmo, que fazem dormir e idear o dia de amanhã.