quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sabe esses dias que...

... você tem a enorme vontade de encher os pulmões e soprar para uma longa estrada sem fim...
...que sente a necessidade de sentir o vento na cara e abrir a boca e explodir suas emoções em um grito...
...que você sonha em botar uma mochila nas costas, sair para um lugar qualquer, só pelo simples fato de sentir uma liberdade radiando em você, isso já torna o dia irresistível...

... dia de ligar o seu carro, e sair ao som de Queen Jane Approximately (Bob Dylan)...




Mesmo com, melhor com sol, tenho vontade desse dia... dia de aventura.

sábado, 27 de agosto de 2011

O Mundo é um Moinho


"Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó..."

Assim cita em uma das mais belas canções escrita pelo compositor e cantor Cartola, considerado por críticos, o maior sambista da história da música brasileira.
Nesta música, Cartola escrve tudo o que ele sente ao ficar uma noite em claro ao descobrir que sua filha estava se prostituindo.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tempo Ex [vaziado]

Tinha anotado alguma coisa em uma papel ja amassado por estar tanto tempo sendo esmagado em seu bolso. Foi procurar em sua velha caixa de madeira, anotações antigas, cheia de pó, afinal sua casa cheirava a mofo de 50 anos atrás.
Dentro da idosa caixa, só uma mendalha do tempo em que seu avõ era soldado da primeira guerra mundial, na medalha de ouro se destacava um homem segurando uma espingarda, fazendo uma pose, talvez para uma foto.
Fuçou, vasculhou, até encontrar o antigo óculos de aro redondo de sua vó. òculos usado para ler receitas de bolinhos de chuva, óculos para ler jornais com notícias que animavam as manhãs cinzas, óculos para ler cartas do marido na guerra.

Permaneceu ali descobrindo antiguidades, descobrindo memória.
Algumas cartas ja pela metade, pois as traças o consumiram, uma boneca de pano sem um olhar, uma caixinha de jóias, mas a bailarina não dançava mais.
A nostalgia se lançava sem seu olhos, brilhavam ao var cada objeto.

[...]

Assim esvaziou a caixa, tirando toda as lembranças de um tempo em que não viveu.

De um tempo que para ele, todo era feliz;
De um tempo mágico;
De um tempo perdido.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Vento na face
braços criando forças fora do normal
olhos fechados
Luzes
visões embaraçadas

...

Assim foi seu momento de aproximadamente 5 minutos
Momento de tensão
Momento de aventura
Momento de turbulência
Alta adrenalina.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Domingo, 07 de Agosto, 00:53

Certa madrugada chorou.
Não sabe-se por qual motivo, mas chorou.
Sabe quando nosso peito fica doendo, nossa garganta começa a latejar e nossos lábios começa a tremer... assim sentiu.
Não aguentou e explodiu em lágrimas.
Lágrimas de saudade, lágrimas de tristeza, lágrimas de felicidade.
Chorava baixo, para ninguém escutar, chorava como um pássaro.
D'alma brotava todo o sentimento envelhecido, como uma carta velha cheia de pó jamais lida.

Suas mãos escondiam seu rosto.
Sua pele se alimentava de pequenas goticulas.

Na aurora, já com os olhos vermelhos e ardidos... dormiu.

Certa madrugada, chorou e dormiu.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011