segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tempo Ex [vaziado]

Tinha anotado alguma coisa em uma papel ja amassado por estar tanto tempo sendo esmagado em seu bolso. Foi procurar em sua velha caixa de madeira, anotações antigas, cheia de pó, afinal sua casa cheirava a mofo de 50 anos atrás.
Dentro da idosa caixa, só uma mendalha do tempo em que seu avõ era soldado da primeira guerra mundial, na medalha de ouro se destacava um homem segurando uma espingarda, fazendo uma pose, talvez para uma foto.
Fuçou, vasculhou, até encontrar o antigo óculos de aro redondo de sua vó. òculos usado para ler receitas de bolinhos de chuva, óculos para ler jornais com notícias que animavam as manhãs cinzas, óculos para ler cartas do marido na guerra.

Permaneceu ali descobrindo antiguidades, descobrindo memória.
Algumas cartas ja pela metade, pois as traças o consumiram, uma boneca de pano sem um olhar, uma caixinha de jóias, mas a bailarina não dançava mais.
A nostalgia se lançava sem seu olhos, brilhavam ao var cada objeto.

[...]

Assim esvaziou a caixa, tirando toda as lembranças de um tempo em que não viveu.

De um tempo que para ele, todo era feliz;
De um tempo mágico;
De um tempo perdido.

Um comentário:

Laura Souguellis disse...

Gostei, Everton! Continue a escrever!
Abraço!